A identidade digital descentralizada (DID) está se tornando um dos tópicos mais quentes no universo da tecnologia, e por um bom motivo! Já sentiu aquela pontinha de preocupação ao compartilhar seus dados pessoais online, sem saber exatamente para onde eles vão ou quem os controla?
Eu, particularmente, já perdi a conta de quantas vezes me questionei sobre a segurança e a privacidade das minhas informações em um mundo cada vez mais conectado.
Felizmente, o futuro da nossa identidade digital está prestes a mudar drasticamente, e para melhor, com a chegada e o amadurecimento das DIDs. Esqueça a ideia de que grandes empresas detêm todas as suas informações em bancos de dados centralizados, vulneráveis a vazamentos e ataques cibernéticos.
Com as DIDs, o controle volta para as nossas mãos, permitindo-nos decidir quais dados partilhar, com quem e por quanto tempo. É como ter uma carteira digital segura onde só você tem a chave para acessar e apresentar suas credenciais verificáveis, de forma criptografada e à prova de falsificação.
As previsões para 2025 indicam que governos e empresas em Portugal e no mundo todo vão investir pesado nesse modelo para fortalecer a confiança dos utilizadores em serviços online e combater fraudes.
Isso não é apenas uma tendência; é a promessa de uma era de autonomia e segurança sem precedentes no ambiente digital. Quer entender como essa revolução vai impactar a sua vida e como você pode se preparar para ela?
Continue a leitura e vamos desmistificar o futuro das identidades digitais descentralizadas, com as informações mais atuais e relevantes para Portugal e para o mundo!
Vamos descobrir exatamente como essa tecnologia funciona e como ela pode nos libertar daquela sensação constante de vulnerabilidade.
Olá, pessoal! Lembram-se daquela sensação de alívio quando finalmente organizamos a nossa casa e encontramos tudo no lugar? É mais ou menos essa a sensação que tenho quando penso na Identidade Digital Descentralizada, ou DID.
Confesso que, como muitos de vocês, já me senti um pouco “refém” dos meus próprios dados. Quem nunca preencheu um formulário online e, minutos depois, viu a caixa de entrada ser inundada por e-mails de marketing de empresas que nem sequer conhecia?
Essa dispersão e falta de controlo sobre a nossa informação é algo que me incomoda profundamente, e é exatamente por isso que estou tão entusiasmada com as DIDs.
Elas prometem devolver-nos as rédeas da nossa vida digital, e isso, meus amigos, não tem preço! Imagino um futuro onde somos nós a decidir quem vê o quê, e por quanto tempo.
Chega de bases de dados gigantescas, à mercê de hackers e esquemas de phishing. As DIDs não são só uma moda passageira; são uma mudança de paradigma que vai redefinir a forma como interagimos online, com mais segurança e, acima de tudo, mais poder nas nossas mãos.
Acreditem, esta não é apenas uma visão futurista de um filme de ficção científica. Estou a ver a acontecer, com empresas e governos a nível global – e sim, em Portugal também – a reconhecerem a urgência e a investirem seriamente nesta tecnologia.
As previsões para 2025 são claras: a confiança digital passa pelo controlo individual dos dados. Já era tempo, não acham? Ninguém gosta de se sentir vulnerável, e no mundo digital essa vulnerabilidade é uma constante.
Mas agora, com as DIDs, essa realidade está a mudar. Vamos mergulhar juntos nesta jornada para descobrir como podemos abraçar esta nova era de autonomia digital!
A Revolução Começa na Sua Carteira Digital: Adeus aos Dados Dispersos!

Há anos que vivemos numa espécie de “farra” digital, partilhando os nossos dados sem grande controlo, muitas vezes sem pensar nas consequências. Quem nunca se viu a preencher o mesmo formulário com o nome, morada e NIF pela milésima vez, em diferentes plataformas, e pensou: “Não há uma maneira mais fácil e segura de fazer isto?” Eu, pessoalmente, já perdi a conta às vezes em que me senti frustrada com a repetição e, mais importante, com a insegurança de ter as minhas informações espalhadas por tantos sítios.
É como se tivéssemos várias carteiras, uma em cada loja que visitamos, e a cada uma delas déssemos uma cópia completa dos nossos documentos. Assustador, não é?
A ideia de que um único ponto de falha pode expor toda a nossa vida digital é algo que me tira o sono. Os sistemas centralizados, onde grandes empresas armazenam montanhas de dados nossos, são alvos perfeitos para ataques cibernéticos.
Já vimos casos de vazamentos de dados que afetaram milhões de pessoas, e a sensação de impotência nesses momentos é terrível. Mas, felizmente, essa era de vulnerabilidade está com os dias contados graças à Identidade Digital Descentralizada.
Com as DIDs, a sua identidade passa a ser uma carteira digital segura no seu telemóvel, onde só você tem a chave. É uma mudança profunda, que me faz acreditar num futuro digital mais justo e empoderador.
Imagine poder apresentar apenas a informação necessária para uma transação, sem revelar todo o resto. Essa é a promessa da DID.
O Fim da Centralização de Dados
O modelo atual de identidade digital, onde os nossos dados estão guardados em silos de informação geridos por terceiros, está obsoleto. Pensemos no Cartão de Cidadão ou na Chave Móvel Digital em Portugal – são excelentes ferramentas para autenticação com o Estado, e eu uso-as sempre que posso.
Mas e quando se trata de serviços privados? Continuamos a ter de fornecer informação a cada nova plataforma, criando múltiplos pontos de vulnerabilidade.
As DIDs chegam para quebrar esse paradigma, permitindo que a informação seja unificada e controlada pelo próprio indivíduo. Deixa de haver um “big brother” a ter todos os nossos dados, e passamos a ser os únicos guardiões da nossa existência digital.
Eu, por exemplo, adoro a ideia de ter total controlo e saber exatamente o que está a ser partilhado e com quem.
Recupere o Controlo da Sua Informação Pessoal
Um dos princípios mais importantes da Identidade Autossoberana (SSI), que é a base das DIDs, é o controlo. Significa que somos nós, os utilizadores, que devemos ter o poder sobre as nossas próprias identidades.
Na prática, isso traduz-se na capacidade de escolher quais dados partilhar, com que entidade e por quanto tempo. Já me aconteceu precisar de provar a minha idade para aceder a um serviço, e ter de mostrar um documento que contém muito mais informação do que a necessária, como a minha morada ou o meu número de contribuinte.
Com uma DID, posso simplesmente provar que sou maior de 18 anos, sem revelar mais nada. Essa minimização da divulgação de dados é um dos grandes trunfos, garantindo que a nossa privacidade seja protegida por design.
Porquê Precisamos MESMO de DIDs? A Fragilidade do Nosso Mundo Digital Atual
A verdade é que vivemos numa teia digital complexa e, sejamos honestos, bastante frágil. Todos nós já sentimos aquele arrepio na espinha ao receber um e-mail suspeito ou ao ler notícias sobre mais um vazamento de dados.
É uma sensação horrível de impotência, como se a nossa vida privada estivesse constantemente em risco de ser exposta. Eu, que me preocupo tanto com a minha pegada digital, já me dei conta de que, mesmo sendo cuidadosa, a segurança dos meus dados muitas vezes não depende só de mim.
Ela está nas mãos de inúmeras empresas e serviços onde, em algum momento, criei uma conta ou fiz uma compra. É um modelo fragmentado, onde a informação sobre nós está espalhada em bases de dados centralizadas, que se tornam alvos apetecíveis para os cibercriminosos.
Estes sistemas, por natureza, são mais suscetíveis a ataques, pois um único ponto de falha pode comprometer a privacidade e a segurança de milhões. O problema é que fomos construindo a internet sem uma camada de identificação robusta, o que nos deixa numa situação em que muitas vezes não sabemos quem está do outro lado, ou se realmente estamos a interagir com uma pessoa real.
Esta falta de confiança inerente ao ambiente online torna a Identidade Digital Descentralizada não apenas uma inovação, mas uma necessidade urgente para o futuro da nossa sociedade conectada.
A Obsolescência dos Métodos de Identificação Atuais
Os métodos tradicionais de identificação digital que usamos hoje, como nomes de utilizador e senhas, ou até mesmo os documentos físicos, apresentam desafios significativos.
São burocráticos, vulneráveis a fraudes e não nos dão controlo real sobre os nossos dados. Imagine ter de memorizar dezenas de senhas complexas – é um pesadelo!
E pior, a maioria das pessoas usa a mesma senha em vários serviços, o que é um risco enorme. A identidade digital fragmentada que temos hoje, onde cada serviço exige a nossa informação, é ineficiente e perigosa.
Eu própria já me cansei de redefinir senhas, e a cada vez que o faço, pergunto-me quem mais poderá estar a tentar aceder às minhas contas. É urgente um novo modelo que quebre essa centralização e nos dê maior controlo.
Vazamentos de Dados e Fraudes: Uma Ameaça Constante
A cada dia que passa, mais dados são gerados e armazenados online, e com isso, o risco de vazamentos e fraudes de identidade aumenta exponencialmente.
Segundo algumas pesquisas, cerca de 83% dos nossos dados são mantidos por empresas com as quais interagimos apenas uma vez. É assustador pensar que tanta informação nossa fica à solta, sem que tenhamos consciência do seu paradeiro ou de como é usada.
As DIDs vêm para pôr um fim a este problema, garantindo maior transparência e segurança na forma como os nossos dados pessoais são disponibilizados na internet.
Com um sistema descentralizado, a informação não está concentrada num único local, o que dificulta enormemente a vida dos criminosos e aumenta a nossa proteção.
Os Poderes da Autonomia Digital: O Que as DIDs Trazem Para VOCÊ
Quando penso nas DIDs, a palavra que mais ressoa é “autonomia”. É como se finalmente nos dessem as chaves da nossa própria casa digital, depois de anos a vivermos de aluguer, à mercê dos senhorios (as grandes empresas).
E acreditem, essa sensação de ter controlo total sobre os nossos dados é libertadora! Já não precisamos de confiar cegamente em terceiros para proteger a nossa informação mais sensível.
As DIDs invertem completamente a lógica: a confiança passa a ser na tecnologia, na criptografia e na blockchain, e não em entidades centralizadas. Isso significa menos preocupações com a segurança, menos receio de vazamentos e, acima de tudo, a garantia de que somos nós a decidir o que acontece com a nossa identidade online.
Para mim, que valorizo tanto a privacidade, é como um sopro de ar fresco no ambiente digital. Poder escolher exatamente que pedaço de informação partilho, e ter a certeza de que é verificado de forma segura, sem ter de expor tudo sobre mim, é um avanço incrível.
Não é apenas uma questão de segurança; é uma questão de dignidade digital, de ter o direito de gerir a nossa própria narrativa online.
Segurança Reforçada e Menos Vulnerabilidades
Uma das maiores vantagens das DIDs é a melhoria significativa da segurança. Ao descentralizar a informação, reduzimos drasticamente o risco de ataques a grandes bases de dados, eliminando um único ponto de falha que os cibercriminosos adoram explorar.
Com as DIDs, os nossos dados não estão guardados num único servidor, mas sim de forma distribuída e criptografada, tornando-os muito mais difíceis de aceder e manipular indevidamente.
É como ter um cofre pessoal para cada pedacinho de informação, com uma chave que só você possui.
Adeus aos Monopólios de Dados
Outro benefício crucial é a prevenção de monopólios de identidade. As DIDs impedem que uma única entidade controle a informação de identidade de toda a população, o que promove a concorrência e a inovação no mercado.
Isto é vital para garantir que não haja abuso de poder e que os utilizadores tenham sempre opções e controlo sobre a sua experiência digital. Na minha opinião, a competição saudável é sempre benéfica para o consumidor, e neste caso, garante que as soluções de identidade digital evoluam para servir melhor os nossos interesses.
DIDs na Prática: Como Essa Magia Acontece e Quem São os Atores Principais
Quando falamos em Identidade Digital Descentralizada, a primeira pergunta que surge na mente de muita gente é: “Mas como é que isto funciona na prática?
É muito complicado?”. E a minha resposta é: “Não tanto quanto parece, e a parte complexa é cuidada pela tecnologia, não por nós!”. A beleza das DIDs reside exatamente na sua simplicidade de uso para o utilizador final, embora por trás dos bastidores haja uma arquitetura robusta.
Pensemos numa espécie de ecossistema de confiança, onde diferentes “personagens” desempenham papéis específicos para que a nossa identidade digital funcione de forma segura e verificável.
É um pouco como a vida real, onde temos documentos emitidos por entidades (o Estado, por exemplo), nós somos os detentores desses documentos, e outras entidades (como um banco ou uma repartição pública) verificam a validade dos mesmos.
A diferença é que, no mundo DID, tudo acontece de forma digital, criptografada e, o mais importante, sob o seu controlo direto. Já me vi a explicar a amigos e familiares, e a analogia da “carteira digital” segura funciona muito bem.
É lá que guardamos as nossas credenciais verificáveis, as nossas “provas” digitais, e somos nós que decidimos a quem as mostramos.
Os Três Pilares da DID: Emissor, Titular e Verificador
Para que o processo de identidade digital descentralizada funcione, existem três atores principais, cada um com um papel bem definido:1. O Emissor (Issuer): Esta é a entidade que emite as credenciais verificáveis.
Pense numa universidade a emitir um diploma digital, um hospital a emitir um registo de vacinação, ou o governo a emitir um documento de identificação.
O emissor “assina” digitalmente a credencial, provando a sua autenticidade. 2. O Titular (Holder): Este somos nós!
O titular é o indivíduo que recebe e armazena as credenciais digitais na sua carteira DID (geralmente uma aplicação no telemóvel). É o titular que tem o controlo total sobre as suas credenciais e decide quando e com quem as partilha.
3. O Verificador (Verifier): É a entidade que precisa de verificar uma credencial para conceder acesso a um serviço ou realizar uma transação. Por exemplo, um banco que precisa de confirmar a sua identidade para abrir uma conta, ou um site que precisa de verificar a sua idade.
O verificador pede a credencial ao titular e, através da blockchain, valida a sua autenticidade junto do emissor.
Blockchain e Credenciais Verificáveis: A Base da Confiança

A tecnologia blockchain desempenha um papel fundamental neste sistema, atuando como um registo imutável e descentralizado onde os Identificadores Descentralizados (DIDs) são registados.
As credenciais verificáveis (VCs) são a “prova” digital que contém a sua informação, assinada criptograficamente pelo emissor. Quando um verificador precisa de validar a sua idade, por exemplo, ele não acede a uma base de dados central; em vez disso, o seu telemóvel partilha a credencial de idade (e apenas a idade!) com o verificador, que a autentica através da blockchain.
É tudo muito rápido, seguro e privado.
| Componente DID | Função Principal | Exemplo Prático |
|---|---|---|
| Emissor (Issuer) | Cria e assina digitalmente as credenciais verificáveis. | Universidade (emite diploma), Hospital (emite registo de vacinação), Governo (emite identificação). |
| Titular (Holder) | Armazena e controla as suas credenciais verificáveis na carteira digital. | O utilizador que tem o seu telemóvel com as credenciais guardadas. |
| Verificador (Verifier) | Solicita e valida as credenciais do titular para um serviço ou transação. | Um banco (valida identidade para abrir conta), um website (valida idade). |
| Identificador Descentralizado (DID) | Um identificador único, globalmente resolúvel, que não requer uma autoridade central. | Um código único ligado à sua identidade na blockchain, controlado por si. |
| Credencial Verificável (VC) | Uma declaração digital assinada criptograficamente por um emissor, que o titular pode apresentar. | Um “comprovativo” digital da sua idade, qualificação académica ou morada. |
Portugal e a Europa na Vanguarda: O Caminho para um Futuro Mais Seguro
É sempre um orgulho ver Portugal e a União Europeia a posicionarem-se na linha da frente da inovação, especialmente quando se trata de algo tão crucial como a segurança e a privacidade dos nossos dados.
E, neste campo das Identidades Digitais Descentralizadas (DIDs), não é diferente. Confesso que, muitas vezes, sinto que estamos um pouco atrasados em relação a outras regiões, mas com as DIDs, a coisa muda de figura!
A UE tem demonstrado um compromisso sério em criar um ambiente digital mais seguro e transparente para os seus cidadãos, e isso reflete-se na forma como estão a abordar a identidade digital.
Não é apenas uma questão de acompanhar as tendências tecnológicas; é uma questão de proteger os direitos fundamentais de cada um de nós no espaço digital.
Lembro-me de quando a Chave Móvel Digital começou a ser mais usada em Portugal, e o quanto facilitou a minha vida em termos de acesso a serviços públicos.
As DIDs prometem levar essa facilidade e segurança a um novo patamar, abrangendo não só o Estado, mas também o setor privado. É uma visão ambiciosa, mas totalmente necessária para construir um futuro digital onde a confiança seja a regra, e não a exceção.
Regulamentação e Iniciativas Europeias
A União Europeia está a trabalhar ativamente na criação de um quadro regulamentar que suporte a adoção generalizada das DIDs. Regulamentos como o eIDAS 2.0, que está em fase de desenvolvimento, visam estabelecer padrões comuns para a identidade digital em toda a Europa, garantindo a interoperabilidade e a segurança.
Isso significa que, no futuro, a sua carteira DID emitida em Portugal poderá ser usada para aceder a serviços em qualquer outro país da UE, com a mesma facilidade e confiança.
É um passo gigante para simplificar a nossa vida digital e para fortalecer a nossa autonomia. Eu, que adoro viajar, imagino a comodidade de não ter de me preocupar com documentos físicos ou com a burocracia em cada novo país.
O Papel de Portugal na Adoção das DIDs
Portugal, como parte integrante da União Europeia, está alinhado com estas iniciativas e tem um papel importante na adoção e implementação das DIDs. Já temos infraestruturas digitais robustas, como o Cartão de Cidadão e a Chave Móvel Digital, que são excelentes exemplos de identificação digital centralizada.
A transição para um modelo descentralizado pode aproveitar essa base, integrando as DIDs de forma complementar e gradual. A Autoridade Central para a Adoção Internacional, por exemplo, já lida com processos complexos de verificação de identidade.
Imagine como as DIDs poderiam simplificar e agilizar esses processos, garantindo maior segurança e transparência. Acredito que o nosso país tem todas as condições para se tornar um exemplo na implementação desta tecnologia, beneficiando cidadãos e empresas.
Desafios e Oportunidades: O Que Vem por Aí e Como Estar Preparado
Ufa! Chegamos a um ponto onde, depois de tanta coisa boa sobre as DIDs, é natural perguntar: “Mas há algum senão? É tudo um mar de rosas?”.
E a verdade é que, como em qualquer revolução tecnológica, existem desafios, sim. Mas para mim, cada desafio é uma oportunidade disfarçada, um obstáculo a ser superado que nos torna mais fortes e inovadores.
Acreditem, não me deixo abater facilmente, e encaro estas questões com otimismo e curiosidade. Afinal, a história da tecnologia é feita de superação. A transição de um sistema centralizado para um descentralizado não é algo que acontece da noite para o dia.
Envolve mudanças culturais, tecnológicas e até legais. Mas o que mais me entusiasma é que estamos a construir um futuro digital onde a nossa voz, o nosso controlo, é o que realmente importa.
É um caminho com algumas curvas, mas a paisagem no final promete ser incrível. Preparem-se, porque o futuro da identidade digital é, acima de tudo, o futuro da nossa autonomia.
Superando Barreiras Técnicas e de Adoção
Apesar dos seus inegáveis benefícios, a adoção em massa das DIDs enfrenta alguns desafios. Um deles é a interoperabilidade: garantir que diferentes sistemas DID possam comunicar entre si de forma eficaz.
Além disso, a curva de aprendizagem para algumas empresas e utilizadores pode ser um obstáculo inicial. No entanto, organizações como a Decentralized Identity Foundation (DIF) e o World Wide Web Consortium (W3C) estão a trabalhar arduamente para estabelecer padrões e tornar as soluções DID mais acessíveis e fáceis de usar.
Como entusiasta da tecnologia, acredito que a simplificação da experiência do utilizador será a chave para uma adoção bem-sucedida.
A Importância da Educação e Consciencialização
Para que as DIDs alcancem o seu potencial máximo, é fundamental que haja uma maior educação e consciencialização, tanto para o público em geral como para empresas e governos.
As pessoas precisam de entender o que são as DIDs, como funcionam e, mais importante, como podem beneficiar delas. A privacidade dos dados e a segurança online são temas complexos, e muitas vezes confundidos.
As DIDs oferecem uma solução poderosa para ambos, mas só serão amplamente adotadas se as pessoas confiarem e compreenderem a tecnologia. Para mim, partilhar este conhecimento é uma missão, pois acredito que a informação é poder.
Novas Oportunidades de Negócio e Inovação
A revolução das DIDs não traz apenas segurança e privacidade; ela abre um leque vasto de novas oportunidades de negócio e inovação. Empresas que souberem integrar as DIDs nos seus serviços poderão oferecer uma experiência mais segura e transparente aos seus clientes, criando um diferencial competitivo.
Imagine um setor financeiro onde a verificação de identidade é instantânea e totalmente controlada pelo utilizador, ou um setor de saúde onde os seus registos médicos podem ser partilhados de forma segura e seletiva.
As DIDs são essenciais para a Web3, a próxima geração da internet, que promete um ecossistema digital mais robusto e acessível. A inovação é um fator estratégico para a sobrevivência e competitividade das empresas, e as DIDs são, sem dúvida, um campo fértil para isso.
Eu já estou a pensar em todas as novas aplicações e serviços que vão surgir! Estou a sentir um entusiasmo genuíno com o futuro da Identidade Digital Descentralizada!
Como vimos, esta não é apenas uma conversa futurista, mas uma realidade que está a ser moldada agora mesmo, com Portugal e a Europa a desempenharem papéis cruciais.
Sinto que finalmente estamos a recuperar o controlo sobre aquilo que é mais nosso: a nossa identidade e os nossos dados. A promessa das DIDs é clara: mais segurança, mais privacidade e, acima de tudo, mais autonomia para cada um de nós no universo digital.
É uma mudança de paradigma que me enche de esperança por um futuro online mais justo e fidedigno.
Concluindo o Post
Chegamos ao fim da nossa jornada pelo fascinante mundo das Identidades Digitais Descentralizadas. Espero, de coração, que esta conversa tenha sido tão esclarecedora para vocês quanto foi para mim aprofundar este tema que tanto me apaixona. Acredito firmemente que as DIDs são a chave para desvendarmos um futuro digital onde a confiança é a moeda mais valiosa e onde somos nós, os utilizadores, a ditar as regras. É uma era de empoderamento que se avizinha, onde a nossa privacidade e segurança não serão apenas promessas, mas uma realidade tangível e controlável. Juntos, estamos a construir uma internet mais humana, mais segura e verdadeiramente nossa!
Dicas Úteis para o Seu Futuro Digital
1. Comecem a familiarizar-se com o conceito de Carteira Digital Europeia (EUDI Wallet). A União Europeia está a investir forte neste projeto, com previsão de disponibilização nos Estados-Membros até ao final de 2026, e compreender o seu funcionamento será crucial para gerir a vossa identidade digital no futuro.
2. Reforcem a vossa higiene digital: usem sempre senhas fortes e únicas para cada serviço, e considerem um gestor de senhas. Mesmo com as DIDs a caminho, uma boa base de segurança é fundamental e protege-vos contra ameaças atuais.
3. Sejam seletivos com as informações que partilham online. A minimização de dados é um princípio essencial das DIDs, e adotá-la desde já é uma excelente prática para proteger a vossa privacidade. Pensem duas vezes antes de preencher qualquer formulário que peça mais do que o estritamente necessário.
4. Mantenham-se informados sobre as atualizações regulamentares da UE, como o eIDAS 2.0. Estas diretrizes são o que ditará como as DIDs serão implementadas e usadas em Portugal e na Europa, e estar a par é essencial para aproveitar ao máximo os seus benefícios.
5. Explorem as configurações de privacidade das aplicações e redes sociais que usam. Muitas vezes, conseguimos ter mais controlo sobre os nossos dados com apenas alguns cliques, ajustando as permissões de partilha e o tipo de informação que as plataformas podem recolher.
Pontos Chave a Reter
A Identidade Digital Descentralizada (DID) é mais do que uma tendência tecnológica; é uma verdadeira revolução que nos devolve o controlo sobre a nossa vida online. Ao contrário dos sistemas centralizados que nos deixam vulneráveis, as DIDs, apoiadas por tecnologias como a blockchain, oferecem uma forma segura, privada e autónoma de gerir quem acede à nossa informação. Em Portugal e na Europa, estamos a caminhar a passos largos para a implementação destas soluções, com a Carteira Digital Europeia a ser um pilar central, prometendo simplificar a nossa interação com serviços públicos e privados de forma sem precedentes. É um futuro digital onde a confiança não é exigida, mas sim garantida pela própria arquitetura do sistema.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: O que é exatamente uma Identidade Digital Descentralizada (DID) e como ela difere do que usamos hoje?
R: Então, imaginem que a vossa identidade digital atual é como uma pasta cheia de documentos importantes que, em vez de estarem convosco, estão espalhados em diferentes gavetas de diferentes empresas (bancos, redes sociais, serviços online).
Cada vez que precisam provar quem são, essas empresas é que vos “emprestam” os documentos, e vocês não têm controlo total sobre quem os vê ou como são guardados.
Eu, particularmente, sempre senti que isso me deixava um pouco vulnerável. Agora, com uma Identidade Digital Descentralizada (DID), a história é outra!
É como se tivéssemos a nossa própria carteira digital super segura, que só nós controlamos. Lá dentro, guardamos as nossas “credenciais verificáveis” – algo como a nossa carta de condução, diplomas ou até mesmo a prova de que temos mais de 18 anos – todas criptografadas e à prova de falsificação.
A grande diferença é que, em vez de depender de uma empresa central para guardar e validar tudo, somos nós os donos da nossa informação. Decidimos o que partilhar, com quem e por quanto tempo, sem intermediários.
É uma verdadeira mudança de paradigma, que nos devolve o poder sobre os nossos dados e nos dá uma autonomia que nunca tivemos no ambiente digital. É a nossa identidade, e nós mandamos!
P: Como é que esta nova identidade digital vai realmente proteger a minha privacidade e os meus dados pessoais, especialmente com tantos casos de fraude online em Portugal?
R: Essa é uma pergunta excelente, e acredito que seja a principal preocupação de todos nós, especialmente com o número crescente de burlas e fraudes online que, infelizmente, vemos em Portugal.
Eu própria já recebi mensagens suspeitas que me deixaram alerta! A grande sacada das DIDs é precisamente o seu foco na privacidade e segurança desde o design.
Pensem comigo: se os vossos dados não estão concentrados em grandes bases de dados de empresas, o risco de um ataque massivo (como um hacking) vazar todas as vossas informações diminui drasticamente.
Com as DIDs, somos nós que escolhemos quais informações queremos partilhar, e podemos fazê-lo de forma muito específica. Por exemplo, se um bar me pedir a prova de idade, em vez de mostrar a minha identidade com todos os meus dados (nome completo, morada, etc.), eu posso usar a minha DID para apenas provar que sou maior de idade, sem revelar mais nada!
Isso é possível graças a uma tecnologia super inteligente chamada “prova de conhecimento zero” (zero-knowledge proof). Para nós, cidadãos, significa menos dados expostos, menos risco de fraude e uma sensação de controlo muito maior.
Na minha experiência, saber que tenho este poder sobre as minhas informações é algo que traz uma paz de espírito enorme. E para o combate à fraude, que tanto nos assusta, as credenciais verificáveis tornam quase impossível a falsificação da nossa identidade, tornando o mundo digital um lugar muito mais seguro para todos.
P: Quando é que a Identidade Digital Descentralizada estará amplamente disponível em Portugal e como posso começar a utilizá-la?
R: A boa notícia é que esta revolução já está a caminho e a União Europeia está a liderar o processo com o Regulamento eIDAS 2.0! Eu, que adoro estar a par das novidades, estou a acompanhar tudo de perto!
As novas regras para a identidade digital europeia entraram em vigor em maio de 2024, e preparam o caminho para a introdução da “Carteira Europeia de Identidade Digital” (EUDI Wallet) em todos os Estados-Membros, incluindo Portugal.
A expectativa é que até 2026, todos os cidadãos da UE tenham acesso a esta carteira digital pessoal, de forma gratuita. Na prática, isso significa que poderemos ter uma aplicação no nosso telemóvel ou outro dispositivo pessoal para armazenar e gerir a nossa identidade e atributos digitais, como a carta de condução, qualificações académicas, e até dados bancários, tudo num só sítio.
A Comissão Europeia já está a investir em projetos-piloto em grande escala para testar a carteira em diversas situações do dia a dia, desde pagamentos digitais a serviços de saúde.
Para começar a usar, assim que a carteira EUDI for lançada em Portugal (prevê-se para 2026), será através de um processo simples de registo, provavelmente associado à nossa identificação nacional atual, como o Cartão de Cidadão.
Fiquem atentos aos canais oficiais do governo português e da União Europeia, pois eles serão os primeiros a anunciar como e quando poderão descarregar e configurar a vossa carteira.
É um futuro emocionante e mais seguro que nos espera!






